Apontar e gritar é a mais nova fórmula do sucesso!
Glee is back meu povo! E depois de mais um hiato gigante, confesso que temia pelo rumo que a série ia tomar. Acredito que esse temor, se deve a minha péssima mania de ler spoilers durante a semana, e todos eles me indicavam que o pior estava por vir. Graças a Deus, não foi bem assim...
O episódio manteve foco em Blaine e seu irmão, Cooper. Eu simpatizo com o personagem do Darren Criss e de suas versões das músicas, mas em alguns momentos, como nos desse episódio, acredito que Titio Ryan Murphy força muita a aparição dele. O plott do irmão famoso não foi dos melhores, e por mais que a participação de Matthew Bomer tenha sido excelente, fiquei meio irritado com o tempo perdido nesse dramalhão estilo malhação. Fighter foi uma das cenas mais vergonha alheia do episódio, apesar de bem executada, não me comoveu em momento nenhum, graças aquela revolta desnecessária com o irmão estrela.
Falando em Matt Bomer, o ator estava perfeito no papel de garoto propraganda de cartões de crédito. Suas aulas foram hilárias! Mas nem por isso foram menos proveitosas, aprendi muito com o moço, e agradeço a ele todas as vezes que me faço entender com alguém, afinal, era só apontar o dedo e elevar a voz. Como não tinha pensado nisso antes?
Mudando de assunto, confesso que os meus maiores medos estavam relacionados ao Cliffhanger do acidente da Quinn, e por incrível que pareça, eu até gostei da forma como ele se desenvolveu. Foi rápido, até demais para o meu gosto, mas foi bem resolvido, e acabou servindo para deixar ainda mais sólido o enredo coerente (sim, é Glee) que a série vem apresentando nessa temporada.
A principal afetada pelo acidente, Quinn, apareceu mais madura do que nunca, mesmo presa em cima de uma cadeira de rodas, a loirinha aparentou estar bem com a sua situação, distribuindo sorrisos e mensagens de segurança no transito nos corredores do Mckinley.
Além de tudo, o acidente serviu também para movimentar algumas tramas, como no caso de Artie, que se viu na função de ajudar a amiga nessa nova realidade que ele entende tão bem. Gostei bastante dessa interação entre os 2 personagens, as músicas ficaram boas e a química entre eles foi realmente positiva. Só não gostei do banho de água fria que Artie tentou jogar em cima da Quinn, afinal ela precisava de esperança, apoio, e não pensamentos negativos de ficar sem andar para sempre.
Já Rachel e Finn estão por um fio(novamente), tudo porque o rapaz acabou percebendo(novamente) que Rachel sempre teve prioridade pela sua carreira. Achei meio egoísta da parte dele, que acabou descobrindo seu potencial empresarial no ramo das piscinas com Puck, não se conformar mais em apenas acompanhar a menina em sua empreitada a Broadway(que por sinal, está morta). Não acho que ela esteja errada, ainda mais quando o namorado em questão, não decide o que quer da vida, além de casar. Espero que ela mantenha a decisão de ir para New York, caso contrário, a personagem perderá completamente sua personalidade.
E falando em personalidade, Sue está melhor do que nunca. A personagem voltou a ser uma das mais interessantes da série, seja treinando o coral ou descobrindo o sexo do seu bebê. Quando anunciaram a gravidez da Sue não sabia o que esperar da personagem, mas para a felicidade de todos, foi um dos maiores acertos dessa temporada. A personagem ganhou um novo rumo, novos objetivos e o melhor, uma nova inimiga! Sim treinadora Roz, estou falando de você. A personagem quase me matou de rir com seus comentários sobre a idade da Sue, e ainda por cima, roubando parte do poder dela sobre as Cheerios.
Entre esse duelo de titãs, romances abalados, acidentes, e o fim do ano letivo chegando, a série têm tudo nas mãos para fazer dessa terceira temporada, inesquecível. Mas é claro que tudo isso só vai depender da boa vontade do nosso amado titio Ryan Murphy.



